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Apoio ao locaute é a rota da direita

caminhoneirosint

O Movimento Marxista 5 de Maio explicita aqui seu posicionamento contrario ao locaute realizado pelos caminhoneiros e de repudio à postura do PCB, PSTU e PSOL em apoiar este movimento orquestrado pela burguesia.

O locaute iniciado no dia 20 de maio é o palco de um triste capitulo para estes partidos que ignoraram os princípios básicos da esquerda e se alinharam com a extrema direita, norteados por uma ideia oportunista de ganhar força entre os caminhoneiros.  

Antes de mais nada temos que nos perguntar o que os levou a escolher este caminho. A resposta se encontra na força da mobilização alcançada pela direita ao realizar este protesto, que com uma grande ajuda da mídia aproveitou a onda reacionária e ganhou força. É inegável que este locaute se organizou em torno de uma palavra de ordem que foi capaz de ganhar parte da população, ao criticar o preço dos combustíveis e usar esta plataforma como um grito contra "tudo o que tem de errado no país". Um suposto "apoio popular" aos caminhoneiros, que rapidamente foram alçados à condição de heróis nacionais. Iludidos pela possibilidade de assumir a dianteira deste movimento e conduzi-lo a uma greve geral ou mesmo a uma revolução (como sonham os trotskistas), parte da esquerda resolveu tentar ganhar sua cota nestas mobilizações.

Não se importaram em buscar um lugar na foto, dividindo espaço com os empresários dos transportes, um dos setores da burguesia brasileira que mais ganha com a morte dos trabalhadores, como bem comprovam os números de mortes nas estradas.

Como marxistas, nós do MM5 sempre estivemos alertando sobre os constantes desvios destes partidos, que em busca de uma ilusória vitória eleitoral ou de um "acumulo de forças" (expressão tão querida - e nunca alcançada - pelos gramscianos) descartavam a importância da luta de classes como eixo das lutas do proletariado.

E o que fazem hoje estes senhores se não abraçarem uma pauta liberal, pedindo corte de impostos e redução no preço da gasolina, sem sequer questionar estas duas palavras de ordem, abraçando de vez o mantra da pequena burguesia. Os direitos de supostos e imaginários trabalhadores da estrada não estão em pauta, como os patrões deixaram bem claro. Só mesmo armado de muito oportunismo foi possível fechar os olhos para o fato de os grevistas não terem sequer seus dias descontados.

Este confronto entre donos de empresas de transporte e governo federal nada mais é que uma expressão das contradições internas da burguesia, com uma disputa entre capital produtivo, que busca reduzir seus custos para aumentar seus lucros, e capital especulativo, que apesar de pregar um estado minimo é dependente das generosas somas entregues pelo estado burgues. Soma-se a isso um governo inepto e envolvido em diversas negociatas, dividido entre agradar um ou outro de seus patrões, mas sempre disposto a retirar mais e mais dos trabalhadores, desde que seja possível conciliar sua continuidade no poder. Não podemos nos esquecer que capital privado e capital especulativo estão umbilicalmente unidos, apesar de suas disputas, e que sua fonte de riqueza sempre será a miséria do proletariado. Que os trabalhadores não se enganem, o resultado dos locautes serão novos ataques contra a saúde, educação e segurança.

Gramscianos, trotskistas e reformistas tentam mascarar este oportunismo alegando a existência de caminhoneiros autônomos dotados de consciência e disposição de luta. Hora que tipo de política é essa que se pauta pela exceção e não pela regra, que ignora que a classe a maioria destes autônomos pertence e se identifica é a patronal. Algo que fica bem claro com as faixas pedindo a volta da ditadura militar que estão presentes em praticamente todo o locaute. 

A história mostra bem a quem servem estes tais caminhoneiros autônomos. Nunca é demais lembrar que em 1973, o golpe militar chileno foi precedido de 26 dias paralisação dos caminhoneiros. Estes "bravos guerreiros" agiam contra o governo de Salvador Alende com o financiamento e orientação explicita da CIA. Mesma situação ocorrida no Brasil em 1964, onde os Estados Unidos também apoiaram a mobilização de caminhoneiros para desestabilizar o governo de João Goulart e abrir espaço para a ditadura. E recentemente, durante o mandato da petista Dilma Roussef, novas mobilizações com o mesmo viés foram realizadas, com o objetivo de pressionar o governo a adotar uma agenda ainda mais neoliberal.

A luta do proletariado pela sua libertação só pode ser construída se apoiada em reivindicações em defesa do proletariado. Encampar lutas e palavras de ordem alheias aos trabalhadores serve apenas para fortalecer nosso real adversário, a burguesia. Vamos à luta, o caminho para a construção de uma greve geral não passa pelos atalhos da direita. Vamos à luta, mas sempre pelo caminho dos trabalhadores. Venceremos!
O Movimento Marxista 5 de Maio explicita aqui seu posicionamento contrario ao locaute realizado pelos caminhoneiros e de repudio à postura do PCB, PSTU e PSOL em apoiar este movimento orquestrado pela burguesia.
O locaute iniciado no dia 20 de maio é o palco de um triste capitulo para estes partidos que ignoraram os princípios básicos da esquerda políticas e se alinharam a extrema direita, norteados por uma ideia oportunista de ganhar força entre os caminhoneiros.  
Antes de mais nada temos que nos perguntar o que os levou a escolher este caminho. A resposta se encontra na força da mobilização alcançada pela direita ao realizar este protesto, que com uma grande ajuda da mídia aproveitou a onda reacionária e ganhou força. É inegável que este locaute se organizou em torno de uma palavra de ordem que foi capaz de ganhar parte da população, ao criticar o preço dos combustíveis e usar esta plataforma como um grito contra "tudo o que tem de errado no país". Um suposto "apoio popular" aos caminhoneiros, que rapidamente foram alçados à condição de heróis nacionais. Iludidos pela possibilidade de assumir a dianteira deste movimento e conduzi-lo a uma greve geral ou mesmo a uma revolução (como sonham os trotskistas), parte da esquerda resolveu tentar ganhar sua cota nestas mobilizações.
Não se importaram em buscar um lugar na foto, dividindo espaço com os empresários dos transportes, um dos setores da burguesia brasileira que mais ganha com a morte dos trabalhadores, como bem comprovam os números de mortes nas estradas.
Como marxistas, nós do MM5 sempre estivemos alertando sobre os constantes desvios destes partidos, que em busca de uma ilusória vitória eleitoral ou de um "acumulo de forças" (expressão tão querida - e nunca alcançada - pelos gramscianos) descartavam a importância da luta de classes como eixo das lutas do proletariado.
E o que fazem hoje estes senhores se não abraçarem uma pauta liberal, pedindo corte de impostos e redução no preço da gasolina, sem sequer questionar estas duas palavras de ordem, abraçando de vez o mantra da pequena burguesia. Os direitos de supostos e imaginários trabalhadores da estrada não estão em pauta, como os patrões deixaram bem claro. Só mesmo armado de muito oportunismo foi possível fechar os olhos para o fato de os grevistas não terem sequer seus dias descontados.
Este confronto entre donos de empresas de transporte e governo federal nada mais é que uma expressão das contradições internas da burguesia, com uma disputa entre capital produtivo, que busca reduzir seus custos para aumentar seus lucros, e capital especulativo, que apesar de pregar um estado minimo é dependente das generosas somas entregues pelo estado burgues. Soma-se a isso um governo inepto e envolvido em diversas negociatas, dividido entre agradar um ou outro de seus patrões, mas sempre disposto a retirar mais e mais dos trabalhadores, desde que seja possível conciliar sua continuidade no poder. Não podemos nos esquecer que capital privado e capital especulativo estão umbilicalmente unidos, apesar de suas disputas, e que sua fonte de riqueza sempre será a miséria do proletariado. Que os trabalhadores não se enganem, o resultado dos locautes serão novos ataques contra a saúde, educação e segurança.
Gramscianos, trotskistas e reformistas tentam mascarar este oportunismo alegando a existência de caminhoneiros autônomos dotados de consciência e disposição de luta. Hora que tipo de política é essa que se pauta pela exceção e não pela regra, que ignora que a classe a maioria destes autônomos pertence e se identifica é a patronal. Algo que fica bem claro com as faixas pedindo a volta da ditadura militar que estão presentes em praticamente todo o locaute. 
A história mostra bem a quem servem estes tais caminhoneiros autônomos. Nunca é demais lembrar que em 1973, o golpe militar chileno foi precedido de 26 dias paralisação dos caminhoneiros. Estes "bravos guerreiros" agiam contra o governo de Salvador Alende com o financiamento e orientação explicita da CIA. Mesma situação ocorrida no Brasil em 1964, onde os Estados Unidos também apoiaram a mobilização de caminhoneiros para desestabilizar o governo de João Goulart e abrir espaço para a ditadura. E recentemente, durante o mandato da petista Dilma Roussef, novas mobilizações com o mesmo viés foram realizadas, com o objetivo de pressionar o governo a adotar uma agenda ainda mais neoliberal.
A luta do proletariado pela sua libertação só pode ser construída se apoiada em reivindicações em defesa do proletariado. Encampar lutas e palavras de ordem alheias aos trabalhadores serve apenas para fortalecer nosso real adversário, a burguesia. Vamos à luta, o caminho para a construção de uma greve geral não passa pelos atalhos da direita. Vamos à luta, mas sempre pelo caminho dos trabalhadores. Venceremos!

 

 




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