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Do enviado especial do MM5 a Caracas

 

MADURO FEVEREIRO

São progressivamente mais fortes os sinais da perda de fôlego do plano fascista do golpe de estado contra o governo bolivariano da Venezuela. O exemplo mais recente foi o redundante fracasso da manifestação direitista convocada para a última terça-feira (12/2) pelo usurpador autoproclamado presidente Juan Guaidó. Segundo garantira, a manifestação seria permanente até a queda do presidente Maduro. Mas tal "permanência" não durou mais que as três horas que seus poucos apoiadores suportaram permanecer em praça pública. Fez calor em Caracas. Já a manifestação favorável ao governo, vibrante, terminou em uma caminhada de seus milhares e milhares de integrantes até o congraçamento final na Praça Bolívar. A verdade é que as ameaças de invasão de Trump acabam por fortalecer o governo Maduro tanto no campo militar como entre os trabalhadores. É forte o sentimento patriótico antiimperialista dos venezuelanos, possivelmente sem similar na América Latina.

As bases civis e militares do chavismo passam por um processo de revigoramento. O governo promove eventos abertos de repúdio ao golpe diariamente em todos os 335 municípios do país. Em apenas cinco dias, a campanha de assinaturas para passar na cara de Trump já coletou 5 milhões de nomes dos dez milhões planejados para um mês. Politicamente, um fato novo que pode vir a colocar um ponto final nos planos golpistas: o Superior Tribunal de Justiça proibiu o usurpador Guaidó de sair do país. Fontes confiáveis afirmam que a decretação de sua prisão é questão de dias. No campo militar, o destaque é a compra de mísseis de médio alcance pelo estado venezuelano à Rússia. Igualmente importante, Rússia e China estão participando dos intensos exercícios militares em andamento nas três Forças. Na tarde da última terça (12/2), simultaneamente às manifestações, um pelotão de não menos de 1.000 motociclistas das Brigadas Populares, os chamados Coletivos temidos pela direita, circulavam incessantemente pelo centro da cidade. Uma observação geral. Tenho andado muito por Caracas (centro e bairros afastados) nesses pouco mais de 15 dias. E só vi até agora 2 (dois) mendigos na rua.


 

 




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